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Falta de correção na tabela do IR amplia extorsão contra salário do trabalhador

Fonte: Agência Sindical

Todo ano, o sindicalismo cobra do governo o envio ao Congresso Nacional de proposta de correção da tabela do Imposto de Renda pessoa física pela inflação passada. Porém, desde 2015 a tabela não foi corrigida, fazendo com que os assalariados paguem mais impostos.

 

Segundo o economista Rodolfo Viana, da subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, um trabalhador que hoje ganha dois salários mínimos (R$ 1.908,00), “já tem imposto de renda descontado em seu holerite”. A faixa de isenção atual vale para quem ganha até R$ 1.903,98.

 

 

Como o Orçamento de 2018 deixou de incluir um reajuste na tabela, a defasagem acumulada desde 1996 alcançou 88,4%. “Com o reajuste da tabela, a faixa de isenção do imposto de renda subiria para, no mínimo, 3,7 salários mínimos, ou R$ 3.556,56", explica Rodolfo.

 

O economista disse à Rádio Web Agência Sindical que esta não é a única injustiça do IR contra os trabalhadores. Outra iniquidade são as alíquotas que incidem sobre o imposto. “Acima de R$ 4.664,68 mensais, é a mesma de quem ganha dez salários. Isso é uma injustiça. Quem ganha mais deveria pagar mais e quem ganha menos deveria ter um desconto menor”, diz.

 

Rodolfo Viana também falou sobre outras consequências para o trabalhador. “Todo o esforço do Sindicato, que entra em campanha salarial, luta por aumento, consegue fechar uma negociação coletiva, acaba sendo prejudicado. Com o aumento de salário, ele pode subir de faixa no desconto e, muitas vezes, acaba recebendo menos”, completa.

Faixas - A tabela do Imposto de Renda tem quatro alíquotas. Começa com 7,5% de desconto na fonte, para renda de 1.903,99 até 2.826,65; sobe a 15% na faixa entre 2.826,66 até 3.751,05; passa para 22,5% entre 3.751,06 até 4.664,68; e acima de 4.664,68 bate em 27,5%.

 

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